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sábado, 30 de maio de 2009

Sentido por quê?


Aniversário me lembra de "Birthday" dos Sugarcubes — single que os lançou para a fama internacional. "Birthday" é uma grande música por sua falta de compromisso com qualquer tipo de verossimilhança ignorante, algo que parece marcar também a carreira solo da líder Björk. Uma menina de 5 anos que mantém um romance com um vizinho, que, por acaso, está completando 50. E atente pro refrão: pura melodia sem letra.


Today is a birthday
They're smocking cigars,
He's got a chain of flowers,
And sows a bird in her knickers.
(Em "Birthday" - The Sugarcubes.)


terça-feira, 5 de maio de 2009

Do amor feminino.

Tive que voltar. Ficou faltando um pedaço muito importante do post anterior: o vídeo de "Pagan Poetry". O diretor do vídeo, o fotógrafo de moda britânico Nick Knight — que já fotografou a cantora algumas vezes, inclusive pra capa do álbum "Homogenic" (ao lado) —, declarou que "é sobre uma mulher se preparando para o casamento e para o seu amante". O vídeo é considerado um dos mais polêmicos da música, justamente por trazer sequências de sexo entre a própria e seu companheiro mais-que-multimidiático Matthew Barney. Como se não bastasse, mais umas sequências de aplicação de piercings e um vestido que é basicamente uma saia — desenhado por Alexander McQueen. Como o próprio diretor gostou de destacar várias vezes, não é simplesmente sexualidade, é sobre o jeito feminino de amar um homem.





Mais informações sobre a música e o vídeo: aqui.

Enfin.


Pai, filho, espírito... Björk. Tinha que fechar essa tríade. E essa vontade só foi agravada pelo fato de ter lembrado hoje de "Dançando no escuro". Motivo? Não o lembro ao certo. Mas que filme belo! Atente, belo esteticamente. Nada do bonito de Hollywood. Nada contra, acho ótimo. Só que esse exige. E não é pouco, não. Bem capaz de lhe causar uma ruptura. E a trilha...





Composta e arranjada majoritariamente pela mesma, a trilha rendeu uma indicação ao Oscar de melhor de melhor canção original — "I've seen it all", a mesma do vídeo acima. Além do mais, vale destacar a força da interpretação da islandesa no papel de uma mãe que move vidas e mortes pelo filho — amor tão puro.

Pra além do feminismo, ela está. Na comunhão dos sexos. Aliás, um álbum que muito me marca: Vespertine. Sobre intimidade. Com outros, consigo, com o externo. E isso tinha que "acabar" onde? Na igreja! Pra apaziguar
— por hoje — "Pagan Poetry":





Ainda vou comentar mais sobre isso. E fica a dica pra saber mais sobre ela:
aqui. Deixando claro que são muitos contrastes.