Como Narciso eu comtemplo
Nestes espelhos entre suas têmporas
O reflexo sombrio dos meus vícios
(Em "Rose hybride de thé" - Émilie Simon.)
Alguns direcionamentos devem ser comentados, pois não? A ideia era resumir o universo nesse blog, mas, por uma questão de in/significância e civilidade, tomei como mais pertinente — em relação a mim mesmo — comentar sobre algumas músicas, fazer algumas traduções, relacionar alguns elementos desse pop que me interessa. Experimenta melodias e estruturas, incorpora elementos clássicos, escreve com firmeza e sem pudor.
É o pop também do individual/-ismo. Refletir sobre si
mesmo, contar histórias, traduzir momentos específicos. Bem longe do ready-made. Ao menos em se tratando de objetos que eram, até então, tão físicos. Tori Amos é um nome forte. Grande pianista, muitas experimentações, lirismo firme e rebelde. E muitas, muitas histórias. Diálogos a la Joni Mitchell, às vezes. Segue vídeo de uma apresentação ao vivo da música "i i e e e" — com direito a solo de piano! —:
É o pop também do individual/-ismo. Refletir sobre si
I know we're dying
And there's no sign of a parachute.
We scream in cathedrals.
Why can't it be beautiful?
Why does there gotta be a sacrifice?
(Em "i i e e e".)
