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sábado, 23 de maio de 2009

Crie seu próprio sistema de crenças!

"O pecado tem sido usado para envergonhar e controlar as pessoas". Tori Amos soltou essa frase em uma de suas últimas entrevistas, para defender seu novo álbum "Abnomally attracted to sin", lançado no último 19. A proposta é questionar o que as autoridades tradicionais definem como "pecado" e estimular que cada um pense seu próprio sistema de crenças.

Um dia antes do lançamento, a Universal Music liberou um vídeo em que a cantora analisa uma das faixas, "Strong black vine", relacionando-a com o panorama religioso do século XXI.



terça-feira, 5 de maio de 2009

Do amor feminino.

Tive que voltar. Ficou faltando um pedaço muito importante do post anterior: o vídeo de "Pagan Poetry". O diretor do vídeo, o fotógrafo de moda britânico Nick Knight — que já fotografou a cantora algumas vezes, inclusive pra capa do álbum "Homogenic" (ao lado) —, declarou que "é sobre uma mulher se preparando para o casamento e para o seu amante". O vídeo é considerado um dos mais polêmicos da música, justamente por trazer sequências de sexo entre a própria e seu companheiro mais-que-multimidiático Matthew Barney. Como se não bastasse, mais umas sequências de aplicação de piercings e um vestido que é basicamente uma saia — desenhado por Alexander McQueen. Como o próprio diretor gostou de destacar várias vezes, não é simplesmente sexualidade, é sobre o jeito feminino de amar um homem.





Mais informações sobre a música e o vídeo: aqui.

domingo, 3 de maio de 2009

Comme Narcisse je contemple.

Complexificar é coisa mesmo dos franceses, é?

Como Narciso eu comtemplo

Nestes espelhos entre suas têmporas
O reflexo sombrio dos meus vícios
(Em "Rose hybride de thé" - Émilie Simon.)

Alguns direcionamentos devem ser comentados, pois não? A ideia era resumir o universo nesse blog, mas, por uma questão de in/significância e civilidade, tomei como mais pertinente — em relação a mim mesmo — comentar sobre algumas músicas, fazer algumas traduções, relacionar alguns elementos desse pop que me interessa. Experimenta melodias e estruturas, incorpora elementos clássicos, escreve com firmeza e sem pudor.

É o pop também do individual/-ismo. Refletir sobre si mesmo, contar histórias, traduzir momentos específicos. Bem longe do ready-made. Ao menos em se tratando de objetos que eram, até então, tão físicos. Tori Amos é um nome forte. Grande pianista, muitas experimentações, lirismo firme e rebelde. E muitas, muitas histórias. Diálogos a la Joni Mitchell, às vezes. Segue vídeo de uma apresentação ao vivo da música "i i e e e" — com direito a solo de piano! —:

I know we're dying
And there's no sign of a parachute.
We scream in cathedrals.
Why can't it be beautiful?
Why does there gotta be a sacrifice?
(Em "i i e e e".)