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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Workin' in progress, broto!

Sabe aquele momento de epifania? "— Não."




Então, o Rizoma.net provoca tal sensação. Pelo menos sempre acontece comigo. Cinema é "Câmera-olho". Ciência , "Mutação". Música, "Esquizofonia". E nessa o site-blog se expande... No editorial, os editores Ricardo Rosas e Marcus Salgado defendem a transformação permanente, uma reformulação de conceitos, e não pela estética, mas pelo pensamento. O rizoma de música, em especial, promove algo pra lá do pensamento.

domingo, 3 de maio de 2009

Comme Narcisse je contemple.

Complexificar é coisa mesmo dos franceses, é?

Como Narciso eu comtemplo

Nestes espelhos entre suas têmporas
O reflexo sombrio dos meus vícios
(Em "Rose hybride de thé" - Émilie Simon.)

Alguns direcionamentos devem ser comentados, pois não? A ideia era resumir o universo nesse blog, mas, por uma questão de in/significância e civilidade, tomei como mais pertinente — em relação a mim mesmo — comentar sobre algumas músicas, fazer algumas traduções, relacionar alguns elementos desse pop que me interessa. Experimenta melodias e estruturas, incorpora elementos clássicos, escreve com firmeza e sem pudor.

É o pop também do individual/-ismo. Refletir sobre si mesmo, contar histórias, traduzir momentos específicos. Bem longe do ready-made. Ao menos em se tratando de objetos que eram, até então, tão físicos. Tori Amos é um nome forte. Grande pianista, muitas experimentações, lirismo firme e rebelde. E muitas, muitas histórias. Diálogos a la Joni Mitchell, às vezes. Segue vídeo de uma apresentação ao vivo da música "i i e e e" — com direito a solo de piano! —:

I know we're dying
And there's no sign of a parachute.
We scream in cathedrals.
Why can't it be beautiful?
Why does there gotta be a sacrifice?
(Em "i i e e e".)